O que é mais fácil: uma vaca voar ou aprender a falar inglês em 90 dias?

O domínio de uma língua estrangeira é uma necessidade cada vez mais premente no mundo corporativo. Diante de inúmeras ofertas de cursos existentes, a escolha fica difícil.  Na maioria das vezes nos vemos tentados a recusar métodos tradicionais e procuramos por soluções que prometem ser mais rápidas e eficazes e que não exijam tanta demanda extraclasse.

Entre elas, há as que:

  • Aboliram o ensino da gramática,
  • Prometem resultados em curtíssimos prazos: até em 90 dias!
  • Ensinam somente através da conversação
  • Trabalham a partir da psicologia e ajudam o aluno a “destravar”, etc.

Não é bem assim. Para se aprender um idioma, muita dedicação e trabalho duro são necessários.

Mas afinal, o que pode te ajudar?

  1. Estabeleça uma meta: que nível de inglês você quer ou precisa atingir? Seja factível e estabeleça uma meta possível de ser atingida dentro do tempo que você dispõe para estudar. É importante enxergar a luz no fim do túnel para continuar a persegui-la.
  2. Mantenha o foco na meta – foco é o ingrediente mais importante para o sucesso em qualquer área.
  3. Planeje – organize a sua agenda de forma a ter tempo para frequentar o curso regularmente e para dedicar-se ao estudo individual. Lembre-se: você vai aprender nas aulas mas só conseguirá ativar o seu aprendizado quando praticá-lo e isso significa estudar. O progresso é gradual e cumulativo; quanto mais horas de dedicação, mais rápido será o resultado.
  4. Acrescente uma pitada de prazer – Procure se expor ao novo idioma através de atividades que lhe são prazerosas como assistir a seus filmes e séries favoritos, escutar as músicas que gosta, ler livros e/ou sobre assuntos de seu interesse, etc.
  5. Aprenda o idioma como um todo* – A escrita e a leitura são formas de consolidar o que se aprendeu e sua prática se reflete na expressão e compreensão oral. Portanto, tenha sempre em mente desenvolver as 4 habilidades: quem escreve, fala e quem lê entende bem o que ouve. Para uma boa comunicação, é necessário desenvolver sempre o idioma por completo.
  6. Mantenha a motivação e a persistência – Lembre-se sempre de sua meta e persista
  7. Use um pouco de neurolinguística – reprograme seu modelo mental: utilize uma linguagem positiva de forma consciente até que ela se torne um hábito inconsciente. Fale, acredite e sinta que aprender um idioma é bom e recompensador e que todo o esforço e dedicação trarão benefícios valiosos nos campos pessoal e profissional.

E porque você já é adulto, tudo ficou mais difícil?
É preciso ter um dom nato para se aprender línguas?
Só se aprende bem morando-se no país do idioma?

Claro que não. O adulto possui vantagem cognitiva, um sistema mais desenvolvido que aproveita as experiências de aprendizagem do passado para aprender novos competências linguísticas. Além disso, ao atingir a fase adulta, nós nos tornamos capazes de reconhecer nosso estilo de aprendizagem.

A experiência nos ajuda a fazer associações entre palavras, algo que a maioria das crianças não consegue fazer. Isso pode ser particularmente útil no processo de aprendizagem de línguas.  O domínio de um idioma ajuda na aquisição de um outro.

A experiência de vida adquirida por um adulto ajuda a melhor compreender a importância das línguas . Pesquisas mostram que os adultos apreendem mais facilmente aspectos discursivos e conceituais da linguagem que as crianças. Enquanto as crianças são mais capazes de produzir frases gramaticalmente corretas com menos sotaque , os adultos são mais capazes de compreender conceitos complexos e terminologia.

Em resumo, há muito a seu favor. Basta saber onde se quer chegar e colocar a sua energia no caminho.

* A BIRD GEI realizada pesquisas de produtividade sobre o aprendizado e proficiência do idioma inglês desde 2001. Na maior pesquisa já realizada pela BIRD GEI, de 2003 a 2012,  foram avaliados 7.957 candidatos. Das quatro habilidades avaliadas, a gramática/vocabulário e a compreensão são consideradas receptivas e a redação e entrevista oral são ativas, ou seja, precisam necessariamente da produção de linguagem. Um dos principais problemas apontados nas pesquisas é o gap entre as habilidade receptivas (gramática e listening) e produtivas (redação e comunicação):

Sempre houve um desvio entre as habilidades receptivas e produtivas. Em 2003, por exemplo, a média dos candidatos em listening foi de 2,44 pontos percentuais a mais que na entrevista. A produção de linguagem está diretamente relacionada ao tempo de prática e exposição ao idioma e o padrão de aulas em grupos com muitos alunos diminui significativamente o tempo de prática efetiva em sala de aula (STT – Student Talking Time). Por outro lado, a recepção de conteúdo em inglês é maior, primeiro devido às metodologias de ensino e segundo porque, não há como negar, o Brasil se tornou um país global. A exposição a publicações, revistas, TV, cinema, entre outros, é cada vez mais alta.

O que chama a atenção é que o gap entre as habilidades receptivas e produtivas aumentou no decorrer dos anos. Se compararmos o listening à entrevista em 2012, a diferença é de 23,04 pontos (um aumento de 844% em dez anos). Esse é um valor médio e há casos em que a diferença bate nos 50 pontos, normalmente são alunos que fizeram vários cursos nos últimos anos, aumentaram a exposição receptiva, mas ainda não conseguem se comunicar. O desvio é considerado aceitável e é resultado direto do paradigma das aulas em grupos e baixa exposição características do mercado brasileiro, mesmo levando-se em consideração a necessidade cada vez maior por produção efetiva, a comunicação.

Com relação às habilidades produtivas, a pontuação em redação teve queda acentuada, de 47,36 em 2003 para 35,75 em 2012. Cada vez mais os profissionais escrevem menos. Muitos linguistas concordam que a redação apresenta maior dificuldade que a comunicação oral. De fato, a redação é o resultado direto das demais habilidades e, sendo assim, a queda é preocupante. Um dos propósitos da redação até o nível intermediário é o de proporcionar aos alunos a consolidação do conteúdo em sala de aula. No que compete à entrevista oral, apenas 597 candidatos do total de 7.597, ou seja, 7,5% da amostragem, apresentaram pontuação superior a 80% que é justamente a proficiência mínima desejada pelas empresas em seus processos de seleção para esta habilidade em questão.

A proficiência média caiu de 51,63% em 2003 para 44,4% em 2012 após atingir um pico em 2006. Aliás, após 2006 percebemos uma queda sistemática em todas as habilidades e uma retomada geral desde 2011. Ao considerarmos a proficiência dos últimos 10 anos temos uma média de 48,58%. A queda da média mais alta, em 2006, para a mais baixa, em 2011, foi de 14,85 pontos e se compararmos todo o período de 2003 a 2012, a queda foi de 7,23 pontos.

A questão detectada desde nossa primeira pesquisa é que o estudo de idiomas parece estar mais focado nas habilidades receptivas, seja pelo formato das aulas, seja falta de inovação no sistema educacional ou porque os contextos reais de comunicação estão além da sala de aula. Sendo assim, as instituições de ensino ainda têm como desafio fazer a conexão entre o contexto real e o da sala de aula.

Artigo escrito pela  NEFI-EB | Cursos de Inglês e Espanhol para empresas com a colaboração da
 BIRD GEI | Consultoria e Gestão de Idiomas

SOBRE A BIRD GEI
A BIRD GEI | Consultoria e Gestão de Idiomas é uma consultoria em gestão de idiomas especializada em soluções gerenciais e ferramentas estratégicas que asseguram às organizações e profissionais foco na execução de suas estratégias de treinamento, desenvolvimento e capacitação em idiomas.

Sobre a NEFI-EB | Cursos de Inglês e Espanhol para empresas
Atuamos na formatação de programas personalizados de inglês, espanhol, francês, italiano e português para estrangeiros rigorosamente ajustados aos interesses profissionais de empresas nacionais e multinacionais. Acreditamos que o sucesso de nossos programas está no foco em nossos clientes.

Benchmarking em aquisição de idiomas: dúvidas?
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